4 – Papa João Paulo II – vários pronunciamentos

“Teremos apóstolos entre as crianças” – Audiência geral de 17 de agosto de 1994

«Não podemos ignorar o papel das crianças na Igreja. Não podemos deixar de falar delas com grande carinho. Elas são o sorriso do céu confiado à terra. São as verdadeiras joias da família e da sociedade. São a alegria da Igreja. São como os “lírios do campo”, dos quais Jesus dizia que “nem Salomão, com toda a sua glória, se vestia como um deles” (Mt 6, 28-29). São as prediletas de Jesus, e a Igreja, o Papa, não podem deixar de sentir vibrar em seu coração, por elas, os sentimentos de amor do coração de Cristo. (…)

O amor e a estima de Jesus pelas crianças são uma luz para a Igreja, que imita o seu fundador. Ela não pode deixar de acolher as crianças como Ele as acolheu (…). A presença das crianças na Igreja é um dom também para nós, adultos (…). Aquilo que a Igreja se sente chamada a cuidar com zelo é a formação cristã das crianças, muitas vezes não suficientemente garantida. (…)

Do ponto de vista psicológico e pedagógico, sabe-se que a criança entra com facilidade e espontaneidade na oração, quando é incentivada, como mostra a experiência de tantos pais, educadores, catequistas e amigos. Sobre esses pontos deve ser constantemente lembrada a responsabilidade da família e da escola. A Igreja exorta os pais e os educadores a cuidar da formação dos pequenos para a vida sacramental, especialmente quanto ao sacramento da reconciliação e à participação na celebração eucarística. (…)

Nesta catequese destinada ao “apostolado dos leigos”, sinto-me levado a concluir com uma expressão marcante do meu predecessor São Pio X. Ao justificar a antecipação da idade da Primeira Comunhão, ele dizia: “Haverá santos entre as crianças”. E de fato houve santos. Mas hoje podemos acrescentar: “Haverá apóstolos entre as crianças”. Rezemos para que esta previsão, este desejo, se realize cada vez mais, assim como se realizou o de São Pio X.»

Aqui o discurso em sua fonte original

 

As crianças de hoje, novos evangelizadores – Angelus de domingo, 6 de janeiro de 2002

 

– «(…) Hoje, a Igreja confia a tarefa da evangelização, de modo muito especial, às crianças. (…) O apoio missionário das crianças é mais precioso do que nunca para os inúmeros missionários que, fiéis ao mandato de Cristo, trabalham em prol da propagação da Boa Nova até aos extremos confins da terra. A cada um destes intrépidos evangelizadores dirijo o pensamento reconhecido, acompanhado da constante recordação no Senhor ». 

Aqui o discurso em sua fonte original

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