
Un milione di bambini pregano il Rosario – 7 ottobre 2026
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Enquanto isso, em todo o Portugal e em todo o mundo difundira-se a notícia de que, no dia 13 de outubro, na Cova da Iria, aconteceria um milagre extraordinário. Assim, de lugares longínquos de Portugal e até de outros países, milhares e milhares de peregrinos dirigiram-se para Fátima. Entre a grande multidão de fiéis e curiosos havia cientistas, jornalistas, fotógrafos, escritores. Leiamos a descrição que nos deixou o jornalista não crente Avelino de Almeida, enviado especial de «O Século», o mais importante jornal de Lisboa:
«Pelo caminho encontram-se os primeiros grupos de peregrinos, quase todos descalços… rezam com devota melodia o Rosário… o céu está completamente coberto e começa a chover torrencialmente. Mas ninguém perde a paciência, e continuam a caminhar com uma resistência impressionante».
Quantos eram os peregrinos naquele dia? Alguns dizem cinquenta mil, outros setenta mil, outros ainda cem mil. Já no dia 12, naquele lugar abençoado, havia uma imensa multidão que passara a noite ao ar livre, debaixo de chuva, a rezar e a cantar.
Os três pastorinhos chegaram ao local das aparições pouco antes do meio-dia. Começaram a rezar o Rosário debaixo da chuva; de repente Lúcia ordenou: «Fechem os guarda-chuvas!» Todos obedeceram e imediatamente a chuva parou. Depois, ao meio-dia em ponto, viu-se o «relâmpago».
«Que quereis de mim?» perguntou, como sempre, Lúcia.
«Quero dizer-te que aqui seja construída uma capela em minha honra. Eu sou Nossa Senhora do Rosário. Continuem a rezar o Rosário todos os dias. A guerra está para acabar…»
«Tenho muitas graças para Vos pedir. Concedê-las-eis?»
«Algumas sim, outras não. É necessário que se corrijam, que peçam perdão dos seus pecados.» Depois, com um olhar muito triste, acrescentou: «Não ofendam mais Nosso Senhor, que já está muito ofendido.»

A Virgem começou então a elevar-se para o Céu; mas antes de desaparecer abriu as mãos e delas emanou uma luz que foi atingir o sol. Perto do sol, os pastorinhos viram São José, o Menino Jesus e Nossa Senhora, isto é, a Sagrada Família; depois Jesus e Nossa Senhora das Dores: Jesus abençoava o mundo; por fim Nossa Senhora do Carmo. De repente, Lúcia gritou: «Olhai o sol!»
O céu estava nublado, mas logo as nuvens se abriram e todos viram o sol: era um sol estranho, como uma esfera de prata que se podia fitar sem ferir os olhos. De repente começou a girar vertiginosamente sobre si mesmo, como uma roda de fogo, projetando em todas as direções feixes de luz amarela, verde, vermelha, azul, violeta… que coloriam maravilhosamente as nuvens, as árvores, as rochas, a terra, a imensa multidão. Parou por alguns instantes e depois recomeçou a sua dança de luz como um riquíssimo cata-vento. Parou de novo e iniciou pela terceira vez aquele fogo de artifício, cada vez mais variado, mais colorido, mais brilhante. A multidão extasiada contemplava em silêncio.
De repente todos tiveram a sensação de que o sol se desprendia do firmamento e se lançava sobre eles! Um único e imenso grito irrompeu de todos os peitos; ele exprimia o terror geral e, nas várias exclamações, revelavam-se os diferentes sentimentos: «Milagre! Milagre!» diziam alguns; «Creio em Deus!» exclamavam outros; «Ave Maria!» rezavam outros ainda; «Meu Deus, misericórdia!», gritava a maioria e, caindo de joelhos na lama, rezavam em voz alta o ato de contrição, convencidos de que iam morrer.

Por fim, o sol deixou de dançar, voltou ao seu lugar e recomeçou a brilhar como sempre, de modo que já ninguém podia fitá-lo. A última e inexplicável maravilha foi que todas aquelas pessoas, momentos antes encharcadas, se encontraram logo após o milagre completamente secas.
O milagre do sol foi o mais extraordinário que jamais se viu no mundo. Tanto maior porque os três pastorinhos tinham anunciado com meses de antecedência quando e onde o milagre aconteceria.
Por que quis Nossa Senhora realizar este maravilhoso milagre? Para mostrar a todos que Lúcia, Francisco e Jacinta diziam a verdade e para fazer compreender que aquilo que anunciavam era muito importante. E são realmente as coisas mais importantes que alguém pode desejar: a Paz e o Amor entre os homens.
E, já que Nossa Senhora se dirigiu particularmente às crianças, agora dirigimo-nos a vós, pequenos leitores, para que possais refletir sobre as palavras da Mãe do Céu e pô-las em prática. A história de Fátima, de facto, não se encerra com a última aparição de 13 de outubro, e não diz respeito apenas a Lúcia, Francisco e Jacinta, mas continua em todos os tempos e em todos os cantos da terra, onde uma criança aceita o convite da Mãe do Céu, entrega-se a Ela, compromete-se a rezar o Rosário todos os dias e a aceitar tudo o que o Senhor lhe quiser enviar para consolar o Coração de Deus tão ofendido, para converter os pecadores e para o triunfo do Imaculado Coração de Maria, que é o triunfo do Amor e da Paz.
O triunfo do Imaculado Coração de Maria é o triunfo do Espírito Santo, o Espírito de Amor, ou seja, o triunfo de Deus, que voltará a reinar no coração de cada pessoa, depois de retirar dele o ódio e o pecado.
Adão e Eva, as duas primeiras criaturas humanas, quando foram criadas estavam cheias de Amor, porque tinham no coração o Espírito Santo, isto é, o próprio Deus, que é todo Amor. Satanás, o anjo que primeiro se levantou contra Deus dizendo-Lhe «não», convenceu-os a desobedecer como ele fizera. Essa primeira desobediência foi o primeiro pecado da humanidade e chama-se por isso «pecado original». Com ele, Adão e Eva expulsaram do seu coração o Espírito de Amor e deixaram entrar Satanás, o espírito de ódio e de mal, e este pecado transmitiu-se de pai para filho, mostrando logo os seus frutos nos primeiros filhos de Adão e Eva, quando Caim matou Abel, seu irmão. Hoje vemos quantas vezes este ódio entre os homens se repete no mundo, sendo fonte de dor para o Coração do nosso Pai do Céu.
Mas Deus continuou a amar os homens mesmo depois de O terem ofendido, e quis vir ao meio deles, já sufocados pelo ódio, para libertá-los do mal e devolver-lhes a alegria, a paz, a liberdade dos filhos de Deus. Para poder voltar entre os Seus filhos, que O tinham expulsado do coração pela desobediência, Ele precisava de uma criatura que Se entregasse a Ele com obediência total: por isso enviou o Arcanjo Gabriel a Maria de Nazaré, a mais pura e boa jovem da terra, para lhe perguntar se estava disposta a entregar-se a Ele. Maria respondeu: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.»
Disse, portanto, o seu «Sim» a Deus, reparando o «não» de Eva. E assim como Eva expulsara o Espírito Santo do seu coração com aquele «não», assim Maria O fez voltar com o seu «Sim»: desde então o Espírito Santo estabeleceu para sempre a Sua morada no Coração de Maria e, a partir dEla, difunde-se para expulsar do coração de cada pessoa Satanás, isto é, o ódio, e para aí voltar Ele, o Amor.
Por isso o triunfo do Imaculado Coração de Maria é o triunfo do Espírito de Amor. Mas como acontecerá isso? Precisamente pela consagração a Nossa Senhora. Quando Lhe dizemos: «Mãezinha, dou-Te o meu coração e a minha vontade, por toda a eternidade; salva a humanidade», nós entregamo-nos a Ela como Ela se entregou a Deus, dizemos «Sim» a Ela como Ela o disse a Deus. E, como nEla está a plenitude do Espírito Santo, isto é, do Amor, nós, com a consagração a Ela, dizemos «Sim» ao Espírito de Amor que vive nEla e que, por Ela, se transmite a nós.
Recordai, crianças, o que aconteceu quando Lúcia, Francisco e Jacinta, na primeira aparição, se consagraram a Deus respondendo «Sim» ao convite de Maria? Ela abriu as mãos e delas saiu uma luz que os penetrou totalmente: «aquela luz era Deus», disse depois Lúcia. Os três pastorinhos foram iluminados, transformados, renovados pelo Espírito Santo.
O mesmo sucede a toda a pessoa que se consagra a Maria. Há uma troca de Amor: entregamos-Lhe o nosso coração cheio de misérias e a nossa vontade tão fraca e incerta, e Ela dá-nos o Seu Coração cheio de Amor e a Sua vontade forte e totalmente orientada para o bem. Transmite-nos o Espírito Santo, estendendo em nós o Reino de Amor do Pai e fazendo de nós Seus colaboradores para continuar esse Reino também nos outros. O significado mais profundo e essencial da consagração é precisamente este: oferecer-se a Deus por meio de Maria, para trabalhar com Ela na construção do Reino de Deus em cada alma.
É um compromisso sério, a ser mantido toda a vida. Mas para que isso seja possível, é necessário fortalecer sempre de novo a nossa alma com o Rosário e com a Comunhão diários: assim obteremos, dia após dia, a força para aceitar e oferecer tudo o que o Senhor quiser enviar-nos para a conversão dos pecadores, para a Paz no mundo e para consolar o Coração de Deus aflito.

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